Inicialmente fabricado em apenas uma versão, o Chevette básico era espartano, até itens dos mais simples eram opcionais, como o carpete (o forro do fundo era de borracha). Mas, o carro tinha uma grande lista de opcionais, que podiam tornar seu preço salgado. Dentre estes itens opcionais o comprador poderia escolher : Vidros Ray-Ban, faróis de milha, rodas de magnésio, console, carpete, freio a disco, teto de vinil, bancos com regulagem tipo micrométrica, protetor de pára choques, volante esportivo, iluminação do porta malas, rádio push-button (sintonia automática) com 1 alto-falante, jogo de calhas-contorno, entre outros.
O carro era dotado do motor 1.4, que, originalmente foi concebido para variar de 1.2 até 1.7 litros para concorrer com os motores VW a ar, e foi parcialmente projetado no Brasil. Nos modelos 73 possuia um grave problema no sistema de lubrificação do cabeçote que causava um desgaste prematuro dos componentes deste sistema; com o passar dos anos este problema foi sendo solucionado, mas, só mesmo a partir de 1992 este obteve-se uma solução 99% definitiva. A partir de 1974 o motor sofreu algums aperfeiçoamentos como a alteração dos ângulos de permanência do eixo comado de válvulas e calibragem do carburador que fez a potência subir para 65 HP.
O desempenho do carro era bom para época, no modelo 74, melhor que o do Corcel que tinha motor 1.3 e semelhante ao Corcel GT, com motor 1.4. Na época, seus concorrentes diretos eram o Fusca com motor 1.300 e 1.500, o Corcel, os também lançamentos Brasília com motor 1.600 e o Dodge 1800.
Em termos de carroçaria, a mesma era muito semelante ao Kadett europeu (que não tem mais nada a ver com o atual), e trouxe consigo uma "falsa virtude" que é o fato de ser um carro baixo; o que causou certa insatisfação de muitos donos por ficarem "ilhados" nos muitos quebra molas das ruas Brasileiras. Apesar deste incômodo, sua suspensão é muito robusta e silenciosa.
Nos anúncios da época, quando era apresentado, a Chevrolet dava grande destaque para o espaço interno (acredite se quiser); realmente o espaço interno daquele carro era muito superior aos outros pequenos já citados. Outro item mencionado era a visibilidade do carro, e a facilidade de leitura dos instrumentos do painel tanto à luz do dia quanto a noite.
No final de 1974 foi iniciada a produção do modelo GP (veja ilustração ao lado extraída de cartaz)uma série esportiva que vinha completa de fábrica e com uma camada mais que generosa de materiais anti-ruído (quase 2cm) e com faixas esportivas pintadas que eram moda na época. Apesar de esportivo, o motor não era diferente, apenas recebia uma melhor calibragem do carburador. Este carro foi produzido até 1978 mas foi tirado de linha por causa do alto preço que causava más vendas. Esta atitude detirar o GP de linha foi um erro, uma vez que uma versão esporte dá vida a um carro (veja o exemplo do Gol); outro erro foi não ter equipado os GP com um motor mais potente (como um motor 1.6 ou 1.7). Apesar de duramente criticada por não ter tomado estas atitudes, a GM preferiu abandonar o GP para baratear o custo da linha de montagem. reduzindo o número de versões para duas (L e SL).
Os modelos 1978 sofreram perceptíveis modificações estéticas como a mudança da frente e do painel de instrumentos que deixaram o carro um pouco semelhante ao Chevette americano. Neste ano e em 79 a GM aprimorou a linha de montagem e detalhes estéticos do carro, que, em 1980 viu-se pela primeira vez como campeão de vendas. Na versão SL, que era a mais luxuosa, o carro tinha um aspecto realmente agradável, e contava com uma versão especial com acabamento interno em azul (tipo Jeans) que deu nome a série..
Em 1981 surgiu a versão Hatch para concorer diretamente no segmento do Gol, que, até então não era um concorrente à altura. Em 82, a cilindrada do motor subiu para 1.6 litros, e o desempenho do carro era superior ao do Gol, Brasília e do 147.
Em meados de 1983, o carro foi totalmente remodelado, recebeu nova frente, nova traseira e um novo interior, com bancos mais finos e altos que melhoraram o espaço interno traseiro. O motor não sofreu grandes modificações mas o veículo passou a receber o câmbio de 5 marchas de série, o que deu vida ao carro colocando-o bem a frente dos concorrentes (o Gol só recebeu cambio de 5m na versão esporte de 85!).
Com a configuração de 1983 o carro resistiu até 86, quando então foi exportado para alguns países onde foi melhor aprimorado; recebeu para-choques de plástico envolventes e ficou ainda mais semelhante ao Monza.
Como seu maior concorrente na época era o Gol, que, a partir de 86 recebeu o motor 1.6 que era do antigo Passat, e tinha um bom desempenho; a GM então viu-se forçada a desenvolver o motor. Então em 1988 os primeiros Chevettes com motor 1.6/S começaram a sair da linha de montagem.
O motor 1.6/S teve o sistema de lubrificação totalmente revisado, o sistema de alimentação foi recalculado, um novo carburador de corpo duplo foi adotado, o eixo comando foi modificado para trazer o torque do motor para uma rotação bem baixa a fim de dar mais "dirigibilidade" ao carro. O processo de fabricação do motor também foi exaustivamente revisado a fim de racionalizar a sua construção. Este motor foi grandemente testado na versão a álcool, pois, na época era o combustível de melhor custo/benefício. Porém o motor inicial tinha uma taxa de compressão muito elevada, o que queimava facilmente a junta do cabeçote.
Neste ano, o motor 1.6/S deu novo fôlego ao carro que tinha um ótimo desempenho comparável ao do Gol 1.6, porém de resistência ainda inferior.
A partir de 1991, o Chevette deu inicio a seu declínio de produção, a partir desta data, a fábrica passou a investir pouco e a se preparar para a produção do seu substituto o Corsa.
Em 1992, a fabricação do Chevette com motor 1.0 foi algo que não deveria ter sido feito. Com motor 1.0 e catalizador o Chevette Júnior rende apenas 50cv e não resistiu a concorrência do Uno Mille, que, constantemente recebia melhoras. Há quem considere o Júnior, como o pior Chevette já fabricado.
Em 1993, com a volta do Fusca 1600, a Chevrolet conseguiu uma liminar para vender o Chevette com motor 1.6/S com o desconto do imposto que o deixava bem barato. Com um desenpenho superior ao Fusca, Gol 1000, Uno Mille, vestido com o acabamento interno do Júnior e barato, o então Chevette L teve ótimas vendas e também foi comercializado nos primeiros meses de 1994. A picape Chevy 500 permaneceu em produção até 1995…
A partir desta data, a linha deu lugar ao Corsa, mas esta é outra história...